I've seen it so you don't have to

21:23:00 Inês de Almeida 2 Comments

Bridget Jones's Diary (2001)

Como bem sabe quem me acompanha por aqui, estou desempregada. E isso significa que tenho muito tempo livre. Mesmo muito tempo livre. O que no inverno se traduz em ficar no quentinho a consumir séries, filmes e livros de forma compulsiva. Podia ser pior.

Mas há coisas que se revelam uma verdadeira perda de tempo, mesmo para quem tem muito. Por isso, e como só vos quero bem, vou dizer o que vi (ou li) e não me agradou, para vos poupar dissabores.

Regressão

Regression (2015)

Este foi o pior filme que vi nos últimos tempos. Hum... Já viram que isto promete, certo? Bem, na verdade já andava a aguardá-lo há algum tempo, porque não só sou fã de filmes de terror, como gosto tanto do Ethan Hawke como da Emma Watson (sou mega fã de Harry Potter, that's why). Quando vi que o realizador era o Alejandro Amenábar, conhecido por Os Outros (2001) e Mar Adentro (2004), achei que a coisa prometia. Decidi ignorar a desastrosa cotação de 5,7 no IMDB (que é bastante generosa, tenho a dizer) e convenci o meu namorado a ver este desastre de filme. 

Bem, eu sei que o género terror não é fácil e que, na maioria das vezes, resulta em filmes medíocres. Mas este filme nem se insere nessa categoria. Não chega a entreter sequer. Os personagens são fracos e pouco credíveis. O enredo vai-se desenrolando de forma incoerente, sem provocar qualquer tipo de emoção (porque, em primeiro lugar, não foram criados laços com os personagens). O Ethan Hawke bem se esforça, mas nada poderia salvar este filme. E a Emma Watson está tão, mas tão mal, que me fez questionar se a acho realmente boa actriz ou se só gosto dela por causa do papel que fez no Harry Potter. 

Se estão a considerar ir ver este filme ao cinema (o que duvido, com tanta coisa boa que há para ver neste momento), guardem o vosso dinheiro para algo melhor. [Que é basicamente tudo o que não seja este filme]

À procura de uma estrela

Burnt (2015)

Se eu tivesse de caracterizar este filme numa só palavra seria esta: irrelevante. Não é terrível como o Regression, que simplesmente não tem ponta por onde se lhe pegue, mas definitivamente também não vale a pena perder tempo com ele. Apesar de pegar num tema bastante interessante e actual, parece que o filme nunca chega lá. 

A história do chef - enfant terrible - Adam é contada à pressa. Basicamente, é um génio da culinária que se tenta reinventar depois de deitar tudo a perder para as drogas e para as mulheres. A premissa até seria interessante, se a mensagem conseguisse passar. De resto, tentaram criar um personagem que é um misto de Anthony Bourdain e Gordon Ramsay, mas sem o carisma. Nem o romance com a igualmente bonita Sienna Miller chega para convencer. 

No entanto, acho que o filme retrata bem a pressão que os grandes chefs devem sentir quando recebem uma Estrela Michelin. É como quem faz de tudo para emagrecer e finalmente consegue. Depois do objectivo alcançado é que vem o verdadeiro desafio: manter. Ok, é uma analogia tonta, mas quem já fez alguma dieta na vida vai perceber. 

Sobre este filme digo apenas isto: sabe a pouco. Em todos os sentidos. Estava à espera que me fizesse salivar como o Chocolate (2000) e nem isso aconteceu.

007 Spectre

007 Spectre (2015)

Ter namorado também significa isto: ver filmes tipicamente masculinos que nunca nos deu para ver antes. Acedi a ver o novo filme do James Bond porque:

a) sou a melhor namorada do mundo
b) tinha alguma curiosidade, confesso
c) todo o aparato que se faz à volta deste filme tinha de significar alguma coisa (tinha?)

Mas pronto, para figurar nesta lista já podem supor que fiquei desiludida. Para mim foi só mais um filme irrelevante. Parecia que já tinha visto tudo aquilo em algum lado. E não, nunca tinha visto nenhum filme do Bond anteriormente. Mas já tinha visto o homem poderoso/ misterioso/ letal/ solteirão inveterado. Que depois vai-se a ver e também é frágil e também se deixa levar pelos encantos de uma mulher, neste caso da Léa Seydoux, que vai usando uns trapinhos bem interessantes ao longo do filme. Valha-nos isso. 

Homens deste mundo, preparem-se para o que vos vou dizer. Para mim estes filmes são o Twilight masculino. Vá, não se enervem e ouçam-me lá. Isto é o sonho de qualquer homem. O James Bond tem tudo, na verdade. O poder, o dinheiro, o carro mega cool/topo de gama, o relógio desenhado para ele... E ainda deixa de quatro não só os inimigos como as mulheres mais bonitas do planeta, vulgo Bond girls. Ora isto, meus amigos, é o sonho de qualquer homem. E não é real, lamento. E não me pareceu minimamente verosímil visto na grande tela. 

Irrational Man

Irrational Man (2015)

Aparentemente a Emma Stone é a nova musa de Woody Allen, dado que apareceu nos últimos dois filmes do realizador. E por mais talentosa, encantadora e gira que seja a miúda, não chega para salvar este filme. Na verdade, eu que me considerava uma grande fã do realizador, estou saturada dos filmes dele. Destes últimos. Vou sempre com expectativa ver tudo o que tenha o cunho dele e ultimamente saio sempre desiludida.

Na verdade, já não há paciência para os niilistas da classe alta que o Woody insiste em retratar. Já todos nós vimos a história dele vezes sem conta. O homem de meia idade bem sucedido, com tanto dinheiro como dúvidas existenciais, que se envolve com a miúda mais nova. Vimos isso no Irrational Man (2015), no Magic in the Moonlight (2014) e no Whatever Works (2009).

Vou sempre à espera de um Match Point (2005), de um Vicky Cristina Barcelona (2008) ou de um Midnight in Paris (2011), mas na maioria das vezes dá nisto. Um filme preguiçoso, mais do mesmo, que se debruça sobre os first world problems do próprio Woody Allen. Este filme em particular pareceu-me uma ideia mastigada, que ficou muito aquém das minhas expectativas. Apesar disso vi até ao fim. Excesso de tempo livre dá nisto.

Bem, entretanto estava para falar dos livros que tenho lido, mas isto começa a raiar o testamento, por isso acho que vou deixar para um outro post. Quanto às séries, ainda estou no luto de Breaking Bad, não voltei a pegar em mais nada. Alguma sugestão?

2 comentários:

  1. Sons of Anarchy, vais gostar, quanto mais nao seja pelo protagonista. Mas e cru, duro e intenso. Mr Robot tb e muito bom.

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    1. Obrigada! Agora vou começar Narcos. Tooooda a gente fala da série, por isso deve ser qualquer coisa. Mas depois se calhar sigo as tuas sugestões ;)

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